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Armazenado por 25 anos em museu, espécime de pássaro-dinossauro empolga cientistas

Um museu pode te impressionar com todos seus espécimes fósseis à mostra, mas, frequentemente, isso é só uma pequena parte do que está lá dentro — espécimes são guardados nos fundos, em gavetas ou em caixas embrulhadas, silenciosamente contendo segredos a serem revelados ou mais mistérios sobre o passado. Esse é o caso de um incrível fóssil de pássaro, encontrado 25 anos atrás no estado do Utah e mantido no Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia, mas descrito só recentemente.

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O fóssil é bem maluco — um pássaro extinto do tamanho de um peru chamado enantiornithine, aparentemente bastante capaz de voar e talvez um dos mais completos de seu tipo já encontrados na América do Norte. Isso aumenta o mistério sobre por que alguns dinossauros foram extintos, enquanto outros (os pássaros que vemos hoje) ficaram por aqui.

Fúrcula, ou “osso da sorte”. Foto: Atterholt et al (PeerJ 2018)

“O esqueleto conta uma história evolutiva interessante. Antes de se extinguirem, os pássaros enantiornitinos haviam separada e independentemente desenvolvido adaptações para voos avançados, exatamente como os pássaros modernos”, disse a autora Jessie Atterholt, professora assistente da Western University of Health Sciences, em entrevista ao Gizmodo.

Este fóssil tem uma história de um quarto de século. O paleontólogo Howard Hutchison o encontrou em uma viagem ao Grand Staircase-Escalante National Monument, no Utah, em rochas de 75 milhões de anos. Vários paleontólogos sabiam sobre o “importante” espécime explicou Atterholt — mas nunca haviam completado sua análise. Atterholt estava interessada especificamente em como esses enantiornitinos evoluíram e perguntou se ela poderia trabalhar nisso. “Agora, estamos finalmente fazendo isso acontecer”, ela disse. Atterholt, Hutchison e a pesquisadora Jingmai O’Connor publicaram os resultados nesta terça-feira (13), no PeerJ.

O esqueleto fóssil, agora uma nova espécie chamada Mirarce eatoni, inclui várias vértebras, a base da espinha que sustentaria as penas da cauda, quase todos os ossos do pé esquerdo e alguns do direito, um úmero, um fêmur, o osso mais baixo da perna encontrado em aves chamado tarsometatarso, uma fúrcula (também conhecida como “osso da sorte”) e outras peças. A espécie tinha aspecto de pássaro e provavelmente o tamanho de um peru. Talvez mais empolgante ainda, a ulna, ou osso anterior, apresentava pequenos entalhes ásperos interpretados como “botões de pena” (“quill knobs”), saliências frequentemente usadas como indicação indireta de penas fortemente fixadas em espécimes fósseis, indicando, consequentemente, presença de voo avançado, disse Atterholt.

Peças de pé esquerdo. Foto: Atterholt et al (PeerJ 2018)

“Sem dúvida, esse é um dos mais importantes fósseis de aves da era dos dinossauros”, disse Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo que não participou do estudo, em entrevista ao Gizmodo.

Esse fóssil conta a história de um grupo de aves que evoluiu em paralelo aos precursores dos pássaros modernos de hoje, mas que não conseguiu sobreviver ao evento de extinção em massa. Seu alto nível de detalhes preservados mostra ainda que uma enorme quantidade de diversidade não conseguiu suportar o impacto do asteroide. Mas ele também aumenta o mistério. Após a colisão, apenas algumas aves sobreviveram, e elas então se diversificaram até chegarmos às dez mil espécies que existem atualmente. Brusatte falou mais sobre o mistério:

“Talvez eles tinham bicos e conseguiam comer sementes — uma fonte de alimento nutritivo que pode sobreviver no solo por décadas ou séculos, um banco de alimentos para quando o mundo virasse um inferno quando o asteroide o atingisse. Ou talvez esses pássaros se aninharam no chão e, então, não foram exterminados com os pássaros que viviam em árvores quando as florestas desmoronaram após o impacto do asteroide. Ou talvez eles conseguiam voar por mais tempo, crescer mais rápido ou se esconder mais facilmente. Nós não sabemos realmente. Mas essa nova descoberta nos diz que os pássaros que viviam com os últimos dinossauros eram ainda mais diferentes do que pensávamos, então é mais um mistério por que tão poucos sobreviveram ao asteroide.”

Todos os ossos encontrados. Ilustração: Scott Hartman

Atterholt continua pesquisando esses ossos para estudar como era esse pássaro e como ele evoluiu. Ela também mencionou a recente polêmica sobre o local de origem do fóssil, o Grand Staircase-Escalante. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu o tamanho desse monumento nacional. Ela apontou que decisões assim poderiam pôr fim a descobertas como essa.

“Esse material estaria sob risco de destruição e ameaça de reduzir o tamanho das terras protegidas.”

[PeerJ]

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Zuckerberg teria pedido para diretores só usarem Android depois de críticas da Apple

O New York Times publicou uma extensa reportagem sobre o Facebook que mostra detalhes de como a empresa lidou com os problemas dos últimos anos. Após entrevistar mais de 50 pessoas, incluindo ex-funcionários e atuais, o jornal norte-americano sustenta a tese de que a companhia foi negligente em tomar ações para evitar, por exemplo, a influência russa.

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De acordo com o NYT, os líderes da empresa demoravam para tomar ações, num segundo momento negavam a existência do problema e, num terceiro momento, tentavam desviar a atenção daquilo. O Facebook publicou um longo comunicado respondendo às “imprecisões” do jornal norte-americano.

A reportagem é imensa, e trata de tudo um pouco: a raiva de Zuckerberg com Tim Cook, da Apple; a demora para reconhecer os problemas e uma suposta operação para descreditar críticos.

Só usar telefones Android

Tim Cook, CEO da Apple, passou a criticar fortemente o Facebook depois de haver relatos que dados pessoais de usuários tinham sido obtido por terceiros. “Privacidade para nós é um direito humano, é um direito civil”, disse o chefão da empresa da maçã em uma entrevista para a MSNBC. “Nós não vamos espionar sua vida.”

Zuckerberg teria ficado furioso com as declarações e pediu para que toda a equipe de gerentes utilizasse apenas telefones Android, argumentando que o sistema tinha muito mais usuários que a Apple.

O que o Facebook diz: a decisão de pedir para os funcionários usarem o Android tem relação com o fato de ser a plataforma mais popular do mundo. Então, faz sentido que as pessoas a conheçam para desenvolver melhor os produtos da empresa.

Deixando os problemas para depois

A liderança da empresa, diz o New York Times, estava preocupada em crescer e ligava muito pouco para problemas de desinformação ou o uso da rede para espalhar ódio. O primeiro sinal de problema apareceu e 2015 quando o então candidato Donald Trump havia proposto o banimento da entrada de muçulmanos nos EUA.

A rede considerou tomar algum tipo de ação, mas preferiu não fazê-lo pelo fato de Trump ser uma pessoa pública. Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, tinha acabado de voltar ao trabalho após a morte de seu marido e delegou delegou a tarefa de lidar com assuntos relacionados à disseminação de ódio a outros funcionários.

Apenas recentemente, portanto depois de três anos, a empresa admitiu ter influenciado na disseminação de discursos de ódio. Os casos atuais mais notórios têm relação com conflitos no Sri Lanka ou o genocídio de muçulmanos rohingyas em Myanmar.

Sobre a disseminação de notícias falsas, em 2016, antes das eleições presidenciais nos EUA, foi comunicado internamente que havia sinais de atividade russa para influenciar o pleito. A rede pouco fez e Zuckerberg chegou a publicar no fim daquele ano que não acreditava que as notícias falsas tivessem tido alguma influência significativa no pleito. Posteriormente, forneceu detalhes de gastos feitos durante as eleições por agentes russos e começou a tratar as fake news mais a sério.

Em 2017, enquanto Zuckerberg fazia um tour para ouvir mais as pessoas nos EUA, a rede publicou um documento sobre notícias falsas. Segundo o jornal, havia certa preocupação interna em citar a Rússia, pois pareceria que o Facebook estaria contra o partido republicano, que havia ganhado as eleições com Trump no ano anterior — o Vale do Silício geralmente se identifica com os democratas, então citar a Rússia daria argumento para os republicamos dizerem que o Facebook tem lado.

O que o Facebook diz: sobre as notícias falsas no pleito de 2016, o Facebook informa que em novembro de 2016 detectou diversas ameaças de agentes russos, que usavam identidades falsas e que apagou essas contas.

Sobre o documento em que a Rússia não foi mencionada, o Facebook alega que preferiu citar um documento do Governo dos Estados Unidos em que era citada a influência. Aqui, o argumento foi meio que “botar na boca do governo” a afirmação de que o país comandado por Putin tinha metido o bedelho nas eleições. Lembre-se: o Facebook atua na Rússia também.

Campanha contra críticos

O Facebook teria contratado uma empresa de consultoria política, chamada Definers, para espalhar teorias conspiratórias sobre quem criticasse a rede social.

Ainda que a rede tenha pedido desculpas pelos escândalos — da interferência russa à questão da Cambridge Analytica —, a rede passou a se voltar para a crítica de adversários. Em um caso, a Definers começou a espalhar que um grupo de ativistas era financiado pelo mega investidor George Soros.

Soros, se você nunca ouviu falar dele, é um bilionário e filantropo de origem húngara. Ele costuma apoiar causas políticas progressistas por meio da sua fundação Open Society Foundations. Alguns republicanos acreditam que Soros está em uma grande cruzada para prejudicar os Estados Unidos. Recentemente, uma bomba foi deixada perto de sua casa nos EUA, mas foi interceptada pela polícia.

O que o Facebook diz: a companhia rompeu o contrato com a Definers nesta quarta-feira (14) e a rede diz que nunca pagou “para que a Definers escrevesse artigos em nome do Facebook — ou espalhar informações falsas”.

A Definers, informa a rede, tentou chamar a atenção para o financiamento de uma organização chamada “Freedom from Facebook”. A ideia era demonstrar que não era algo espontâneo, mas uma empreitada que tinha suporte de críticos conhecidos da empresa.

[NYT]

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O que é o acelerador de particulas Sirius e por que ele é tão importante?

A pesquisa científica no Brasil enfrenta algumas dificuldades, mas, felizmente, alguns projetos continuam caminhando. Um deles é o acelerador de partículas Sirius. Em construção desde 2012 e com custo estimado em R$ 1,8 bilhão, pagos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ele é considerado “o maior projeto da ciência brasileira” e será a “maior e mais complexa estrutura de pesquisa do País”.

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Uma cerimônia realizada hoje, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e do presidente da República, Michel Temer, marcou a entrega da primeira etapa do projeto. Mas, afinal de contas, o que é o Sirius e o que o torna tão especial assim? É o que responderemos a seguir.

O que é o Sirius?

O Sirius é o novo acelerador de partículas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ele está situado na cidade de Campinas, no interior do Estado de São Paulo, a 93 km da capital.

Abrigado em um prédio de 68 mil metros quadrados, ele é composto por três aceleradores de elétrons. Como explica a BBC, as partículas são geradas por uma máquina e aceleradas por um primeiro conjunto de equipamentos. Os elétrons, então, são transferidos para um segundo acelerador, onde são “arrumados” antes de ir para o acelerador principal. Lá, eles são desviados por forças magnéticas, e esse desvio gera a luz síncrotron. Essa é a luz que faz toda a diferença.

O que é luz síncrotron e para que ela serve?

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do CNPEM, tem uma ótima explicação sobre o que é a tal da luz síncrotron.

A luz, ou radiação, síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética de alto fluxo e alto brilho que se estende por uma faixa ampla do espectro eletromagnético desde a luz infravermelha, passando pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

(…)

A luz síncrotron é capaz de penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica. O amplo espectro dessa radiação permite aos pesquisadores utilizar os comprimentos de onda mais adequados para o experimento que desejarem executar. Ainda, o alto fluxo e o alto brilho permitem experimentos mais rápidos e a investigação de detalhes cada vez menores, com resolução espacial de nanômetros.

Com a radiação síncrotron, é possível também acompanhar a evolução temporal de processos que ocorrem em frações de segundo, em variadas condições de temperatura e pressão.

Por que o Sirius é importante?

A BBC dá uma ideia melhor do impacto prático dessas propriedades das luz síncrotron. A matéria da emissora britânica compara o acelerador a um “ultra-aparelho de radiografia” capaz de tirar um raio-x em três dimensões se em movimento de coisas diversas. Segundo o comunicado do MCTIC, a luz síncrotron “é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros”.

Daí seu potencial de causar impacto em diversas áreas do conhecimento, como saúde, agricultura, energia e meio ambiente. A BBC especula algumas aplicações práticas que poderiam ser alcançadas com o uso do Sirius, como a criação de baterias de celular com duração de anos, plantas que dependam menos da água e medicamentos para doenças crônicas.

O Sirius não é o primeiro acelerador de partículas desse tipo no Brasil. Antes dele, foi construído o UVX, também do LNLS — o Sirius ficará ao lado dele, no mesmo terreno do CNPEM. Construído a partir de 1985 e inaugurado em 1997, o UVX foi a primeira fonte de luz síncrotron do Hemisfério Sul e da América Latina. Graças a ele, por exemplo, foi possível identificar a estrutura tridimensional de uma proteína do Zika virus.

A diferença entre os dois, entretanto, é expressiva. Segundo o LNLS, o “UVX é uma fonte de luz síncrotron de segunda geração”, enquanto o Sirius é de quarta geração. Em termos práticos, o Sirius é capaz de realizar em alguns segundos processos que o UVX levaria horas para concluir.

De acordo com o MCTIC, só há em operação hoje um equipamento comparável ao Sirius, na Suécia. Com tamanho destaque, o equipamento servirá a cientistas de todo o mundo — em discurso realizado no evento, o presidente Michel Temer afirmou que o Sirius será “um laboratório aberto à comunidade científica internacional, porque sabemos bem que as grandes descobertas são obras de grandes parcerias”.

Quando ele começa a funcionar?

De acordo com a Agência Brasil, nessa primeira fase, cuja cerimônia de conclusão foi realizada hoje, foram construídos o prédio que abriga a infraestrutura de pesquisa e as obras civis. Dois dos três aceleradores de elétrons estão prontos. O MCTIC afirma que a próxima etapa tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2019, e o equipamento deve entrar em operação até 2021.

O Ministério da Ciência também diz que os aceleradores do Sirius podem receber “upgrades”, de forma a permitir que sua vida útil seja ampliada. Até 2021, serão 13 estações de pesquisa, mas esse número deve continuar se expandindo até 38.

[BBC, Agência Brasil, MCTIC, LNLS]

Imagens: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Squoosh é o novo compressor de imagens do Google que roda levinho no seu navegador

O Google tem um novo web app experimental para você testar: o Squoosh. Ele usa o que há de mais novo em tecnologia de compressão de imagem para compactar suas fotos em arquivos menores com uma perda mínima de qualidade. Mas o que realmente impressiona no app, codificado na linguagem de programação WebAssembly, é a sua velocidade, mesmo com uma carga relativamente pesada.

“Essa potente ferramenta de compressão de imagem inicia quase instantaneamente e então traz uma interface de usuário suave mesmo quando está fazendo trabalho pesado, incluindo usando WebAssembly para fazer mais com codecs que o navegador não tem embutidos”, disse a equipe do Google Chrome Labs.

O Squoosh funciona uma imagem por vez. Captura de tela: Gizmodo

O app do Squoosh em si é incrivelmente simples de usar. Abra-o em seu navegador e então arraste ou solte uma imagem na aba do navegador ou clique em Select an image para subir uma do seu computador (ainda não existe integração com o Google Fotos). Se você não tem uma imagem para colocar, use uma das amostras, na parte inferior.

No canto esquerdo inferior, você pode simplesmente converter a imagem em outro formato, usando as configurações padrão — WebP, PNG, JPEG, o que preferir. Você será informado sobre o quão pequeno o resultado será e, então, pode clicar em salvar.

É preciso fazer uma compressão muito grande para notar a diferença de qualidade. Captura de tela: Gizmodo

À direita, você tem mais controle sobre a compressão: escolha seu padrão de compactação a partir do menu (MozJPEG, OptiPNG, WebP e assim por diante), use o slider para mudar a intensidade da compressão. Mais compactação significa arquivos menores e imagem de menor qualidade.

As mudanças são aplicadas em tempo real, conforme você as faz — use o slider na prévia da imagem para ver como suas opções de compressão selecionadas estão afetando a qualidade da imagem (os controles de zoom aqui podem te ajudar a deixar pixels e artefatos individuais visíveis).

O Squoosh também permite que você redimensione as imagens. Captura de tela: Gizmodo

Para reduzir ainda mais a imagem, você pode redimensioná-la ou reduzir o número de cores usando as opções no painel à direita. Clique em Show advanced settings para ter ainda mais controle, embora essas configurações (incluindo suavização e modelagem de ruído) dificilmente tenham muita utilidade ou interesse, a menos que você seja um desenvolvedor.

Depois disso, basta clicar no botão de download (no canto direito inferior) e pronto. Ficamos muito impressionados com o tamanho das reduções de arquivo que o Squoosh conseguiu alcançar, sem perder muito a qualidade de imagem, embora isso se deva ao poder dos algoritmos de compactação por trás do aplicativo, em vez do aplicativo em si.

Você pode rapidamente ver o quão pequeno o seu arquivo de imagem está ficando. Captura de tela: Gizmodo

Ainda não existe opção para o processamento de imagens em conjunto, o que limita o apelo do app — se você está acostumado a selecionar opções de compactação no seu editor de imagens preferido, o Squoosh não oferece nada que fará você trocar rapidinho de serviço.

Porém, além da compressão de imagens, o verdadeiro objetivo do Google aqui é mostrar como apps complexos podem carregar rapidamente no navegador — mesmo com trabalhos relativamente pesados. O que significa melhores web apps à vista.

A concorrência

Ok, talvez você não vá abrir o seu navegador para usar o Squoosh em vez de simplesmente usar algo como o Photoshop para comprimir suas imagens. Ainda assim, em termos de softwares de compactação de imagens online, é difícil acharmos algo melhor do que o Squoosh — pelo menos para imagens individuais. O TinyPNG, por exemplo, funciona com arquivos JPEG e PNG, consegue lidar com até 20 imagens de uma vez e preserva a transparência — mas ele não te dá tantas opções ou uma prévia embutida.

Parecido, o ImageResize.org comprime até 20 imagens JPEG ou PNG de uma vez, mas ele não oferece nada como prévia ou opções de compressão. A compactação aqui também é um pouco mais pesada, o que ajuda no tamanho dos arquivos, mas não na qualidade da imagem. O site também redimensiona suas imagens, se necessário, mas não simultaneamente ao processo de compressão.

O TinyPNG é uma das suas opções na web. Captura de tela: Gizmodo

O Compressor.io é o web app mais próximo do Squoosh que pudemos encontrar. Ele permite que você escolha entre dois níveis de compressão e também oferece um preview, além de suporta para quatro tipos de arquivo: JPEG, PNG, GIF e SVG. No entanto, você só pode processar um arquivo por vez, e existe um tamanho limite de imagem de 10 MB.

Se você precisar compactar um monte de imagens de uma vez, tente o ILoveIMG: nele, você pode subir dúzias de fotos numa tacada só (15 como visitante, 30 como usuário registrado do serviço gratuito). Porém, ele não deixa você escolher o nível de compressão (isso é selecionado automaticamente por você, de forma a maximizar a qualidade da imagem).

O ImageOptim é um compressor de imagens para macOS bem direto. Captura de tela: Gizmodo

Você tem várias outras opções também, mas nenhuma que realmente lhe permita um controle tão detalhado quanto o Squoosh. A mesma coisa para o desktop: programas como OptiPNG e PNGGauntlet, para Windows, e ImageOptim e Squash, para Mac, são bons para compactar dúzias de imagens ao mesmo tempo, mas não dã muitas opções de customização em termos de níveis de compressão.

O recém-atualizado RIOT (Radical Image Optimization Tool), para Windows, traz a mesma comparação de antes e depois que o Squoosh. Ele também deixa você escolher o nível de compressão manualmente, lidando até com várias imagens ao mesmo tempo — se você precisa redimensionar várias imagens no Windows, ele é uma das melhores escolhas.

O RIOT é uma das melhores opções no Windows. Captura de tela: Gizmodo

No entanto, para a maioria dos usuários, a compressão de imagens não é algo a se pensar: o Squoosh e todos os apps como esse são mais para desenvolvedores web e pessoas que passam tempo publicando conteúdo na rede. Esses usuários normalmente precisam trabalhar com várias imagens de uma vez, o que significa que o Squoosh — por mais detalhado e rápido que seja — tem um valor limitado, especialmente com tantas alternativas por aí.

Ainda assim, se você tem algumas imagens que precisa redimensionar ou compactar — ou se você simplesmente quiser dar uma checada no estado atual dos web apps —, definitivamente vale a pena brincar com o Squoosh. O app está só engatinhando e, se algum dia adicionar a opção de processar várias imagens ao mesmo tempo, certamente irá se tornar rapidinho uma das opções mais atraentes.

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iFood recebe investimento recorde de US$ 500 milhões

O iFood, aplicativo de delivery de comida da Movile, recebeu um investimento recorde na América Latina. A companhia captou US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,87 bilhão) – é o maior aporte privado já feito em uma empresa de tecnologia na região.

Participaram da rodada de investimentos a Movile (com US$ 100 milhões), além da Naspers e a Innova Capital (com US$ 400 milhões). O valor ainda pode aumentar caso outros investidores decidam participar da rodada.

A companhia irá utilizar o dinheiro para fortalecer as áreas de inteligência artificial, logística, promoções, pessoas, além de fusões e aquisições. Ainda não foram anunciados projetos específicos.

A companhia tem crescido bastante: na última semana de outubro deste ano foram feitos 390 mil pedidos por dia; no mesmo período de 2017 haviam sido feitos 183 mil pedidos por dia.

A concorrência também cresceu. Em 2017, a colombiana Rappi desembarcou no País e em agosto deste ano foi a vez da espanhola Glovo. Ambas as empresas entregam outros itens, além de comida. O Uber Eats é outro concorrente no mercado.

O iFood está presente em 483 cidades do Brasil e tem 50 mil restaurantes cadastrados – o número de pedidos mensais do iFood no Brasil chegou a 10,8 milhões em outubro.

Pelo menos, os US$ 500 milhões devem ajudar a pagar a conta dos cupons.

 

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HeyPhone, o rádio opensource que ajudou no resgate dos garotos da Tailândia

Projeto foi construído exatamente para ajudar em resgates em cavernas

12 garotos de um time de futebol tailandês e seu treinador foram resgatados das cavernas de Tham Luang nesta semana após passarem 14 dias isolados do mundo exterior. Um mergulhador perdeu a vida no processo de resgate, mas todas as crianças saíram de lá vivas e relativamente bem. Além do heroísmo de quem deu a vida para fazer isso acontecer, é importante falar também do papel que a tecnologia teve nesse episódio, especialmente o do HeyPhone.

O HeyPhone é um rádio comunicador criado por John Hey especificamente para auxiliar no resgate em cavernas. O aparelho foi desenvolvido pelo operador de rádio no Reino Unido para substituir outros equipamentos similares usados por equipes de salvamento em cavernas britânicas.

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Inteligência de dados: como isso está mudando o nosso mundo?

Entenda como a tecnologia da inteligência de dados está transformando até mesmo as empresas já consolidadas no mercado

Em tempo de Copa do Mundo, é praticamente impossível que os brasileiros esqueçam o que aconteceu na última vez em que enfrentaram os alemães em jogos pela competição. Mas o que nem todo mundo se lembra é o que estava envolvido no processo de preparação da seleção alemã. Mais do que treinamentos: muito estudo e análise de dados.

Já faz alguns anos que a seleção alemã (e vários grandes times da Europa) tem usado uma plataforma de Big Data para melhorar seus números. Trata-se de um projeto chamado Sports One, que é baseado em nuvens e consegue fazer cálculos com muitas informações sobre atletas em tempo real, como número de passes, velocidade média, tempo de posse da bola e posicionamento em campo.

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